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Liderança – Traduzindo Aprendizagem em Resultados

Carmem Sant’Anna & Fabrizia Rossetti

A busca por profissionais qualificados caracteriza o momento do universo corporativo desde sempre. As pessoas representam o diferencial para o sucesso das empresas, e essa percepção influencia a demanda por formação executiva de alto nível.

Nós da SK Aprendizagem preparamos pessoas para ajudá-las a traduzir aquilo que aprendem em resultados. Nossas ações se concretizam através da inovação, geração, estimulação e disseminação de conhecimento em gestão.

O que produzimos como resultado é a formação de profissionais éticos, social e ambientalmente responsáveis, capazes de liderar pessoas em organizações de forma sustentável. Assim, vamos compartilhar uma experiência de aprendizagem conduzida por nós com um grupo de gestores que traduziram o que aprenderam em resultados mensuráveis.

O contexto é um Programa de Desenvolvimento Gerencial de 5 encontros (56 horas no total) com o tema “Comprometidos com a Excelência em Gestão”. Seu objetivo foi desenvolver comportamentos, habilidades e atitudes gerenciais que habilitasse os gestores a treinar, desenvolver, avaliar e dar feedback aos seus subordinados em tempo real.

O modelo de aprendizagem, baseado em Andragogia e Teoria dos Grupos foi utilizado no programa e demonstrou a experiência orientada para o comportamento modificável.

Dentro do Critério Liderança utilizamos uma atividade vivencial em grupo que combina construção de quebra-cabeças e role-play. Nessa atividade é possível comparar dois modelos de atuação do gestor e os resultados obtidos em cada um dos modelos. A turma foi organizada em dois subgrupos que realizaram idêntica tarefa, quatro rodadas de montagem do quebra-cabeças cada, com tempo cronometrado, porém usamos a interpretação de dois modelos de gestão diferentes. Vamos chamar de modelo de gestão 1 e modelo de gestão 2.

Começamos com o primeiro subgrupo, dando a tarefa de quebra-cabeça, no qual foi reproduzido o modelo de gestão 1 que possui as seguintes características:

  • Ações direcionadas somente para a
  • Ausência de proposição de metas com a equipe.
  • Pouco contato estabelecido com as pessoas do time.
  • Nenhum treinamento,apenas repasse de informação.
  • Ausência de
  • Avaliação da equipe realizada apenas no final da

Os resultados obtidos com o grupo, usando esse modelo de gestão estão retratados no gráfico abaixo em azul. (Ilustração 1)

Ilustração 1 – Critério Liderança Fonte: Aplicadores do inventário. Julho de 2009

Os resultados obtidos pela equipe gerida no modelo 1 foram medianos e podemos perceber até mesmo uma redução na 3ª rodada. A equipe estava sem orientação sobre o quê fazer e sem motivação para o porquê fazer. No processamento os sentimentos referidos pela equipe durante a execução das rodas foram: indiferença, raiva, acomodação, frustração, insegurança. Podemos entender que não só os números são resultado, mas também os sentimentos produzidos na equipe são um resultado da atuação da gestão.

No segundo subgrupo demos a mesma tarefa de quebra-cabeça, e foi reproduzido o modelo de gestão 2 com as seguintes características:

  • Ações direcionadas para tarefas e pessoas.
  • Preocupação com clima da equipe.
  • Proposição e negociação de metas com a equipe.
  • Contato estabelecido com as pessoas do time já no início e frequente.
  • Treinamento específico para a tarefa.
  • Feedback em tempo real.
  • Gestor atuando como lider
  • Avaliação da sua equipe no final de cada etapa com comemoração dos resultados.

Os resultados obtidos com o grupo 2, usando modelo 2 de gestão estão retratados no gráfico abaixo em vermelho. (Ilustração 2)

Ilustração 2 – Critério Liderança Fonte: Aplicadores do inventário. Julho de 2009

No segundo grupo podemos observar resultados iguais na primeira rodada, porém um crescimento muito significativo já a partir da segunda rodada. A atuação do gestor no modelo 2 como gestor coach se aproxima da equipe com ações simples e uso de ferramentas de gestão, tais como feedback e treinamento. No modelo 2 o gestor passa mais tempo com sua equipe, não apenas fazendo delegação das tarefas, de modo que ele consegue com as habilidades e atitudes gerenciais aprendidas a cooperação para a tarefa. Os comportamentos, habilidades e atitudes aprendidos forneceram recursos para que ele estabelecesse um clima de confiança, dissipasse os temores e outros aspectos emocionais que pudesem interferir na tarefa. No processamento os sentimentos referidos pela equipe durante a execução das rodadas foram: confiança, motivação, alegria, senso de realização e curiosidade.

Os resultados do segundo grupo são surpreendentes em comparação com o primeiro grupo. E tais resultados foram produzidos em grande parte pelo uso de um modelo de gestão diferente.

Nessa atividade, após vivenciar os dois modelos, e fazer o processamento dos aprendizados, insights e sentimento uma 5ª rodada foi realizada então com os dois grupos juntos. Nessa 5ª rodada os dois subgrupos estavam sob a liderança do mesmo líder coach que trabalha buscando a excelência em gestão e conseguem a marca dos 58 pontos. É possível observar a comparação dos resultados dos dois modelos de gestão e o que foi obtido com todos juntos no gráfico da Ilustração 3 que compara as duas equipes abaixo. (Ilustração 3)

Ilustração3 – Critério Liderança Fonte: Aplicadores do inventário. Julho de 2009

A evolução dos resultados do gestor com comportamento modificado é significativa e cria um forte impacto na percepção dos participantes. Estes saem da experiência de aprendizagem  com o reforço de que vivenciaram uma ferramenta de gestão, aplicável no seu dia-a- dia. A diferença entre os dois traçados representa os ganhos de produtividade obtidos mediante a utilização da ação dos gestores utilizando comportamento modificado pela aprendizagem de novos comportamentos gerenciais. São resultados diretamente observáveis e quantificáveis.

Pela criação de um ambiente de “modelagem‟ de comportamentos adequados, os participantes aprenderam novos conceitos e têm a oportunidade de praticar novas habilidades e comportamentos.

Pelo exame do processo de aquisição do conhecimento, os indivíduos obtiveram insights sobre seu funcionamento e então podem se permitir mudar.

Todo o trabalho foi realizado orientado pelo conhecimento e aplicação da Teoria dos Grupos, da Análise Transacional, Educação de Laboratório obedecendo aos princípios da Andragogia.

A partir da leitura dos processos grupais onde os participantes puderam vivenciar situações assemelhadas do seu dia a dia, analisar e fazer um diagnóstico de sua atuação a partir da vivência pessoal no ambiente protegido de Laboratório em sala de aula, puderam contextualizar suas descobertas e fazer as conexões do que foi aprendido  utilizando a autonomia para escolher opções de mudança para nova vivência no seu contexto empresarial.

Nós da SK Aprendizagem podemos oferecer para você e sua equipe uma experiência como essa, através de nossos programas de aprendizagem e  educação corporativa.

REFERÊNCIAS 

BERNE, Eric. O que você diz depois de dizer Olá? São Paulo: Nobel, 1988.

CHARAM, Ram; BOSSIDY, Larry. Execução: a disciplina para atingir resutados. São Paulo: Campus 2010.

KNOWLES, Malcolm S. Aprendizagem de resultados: uma abordagem prática para aumentar a efetividade da educação corporativa. Rio de Janeiro : Campus, 2009.

MOSCOVICI, Fela. Equipes dão certo: a multiplicação do talento humano. Rio de Janeiro : José Olympio, 1994.

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