Destaques da apresentação do painel sobre andragogia e AT

Um conceito de Educação, no VI Fórum Nacional de Análise Transacional em Porto Alegre.

Andragogia “é a arte e a ciência de orientar adultos a aprender”, M.Knowles. Andragogia na essência é um estilo de vida, sustentado a partir de concepções de comunicação, respeito e ética, através de um alto nível de consciência e compromisso social. Esta definição coincide com princípios e objetivos da teoria da Analise Transacional tais como: Autonomia que baseia-se no fato de que toda pessoa pode aprender a confiar em si mesma, a pensar por si mesma, a tomar suas próprias decisões e a sentir e compartilhar suas emoções. Conforme diz Dr. Berne autor da teoria, uma pessoa verdadeiramente autônoma é aquela que conseguiu “liberar ou recuperar três capacidades. 1) Consciência significando que alem de conhecer a si mesma, a pessoa consciente conhece de tal modo sua história passada que está apta a não repeti-la. Ela usa seus sentidos a fim de estar em sintonia com os acontecimentos atuais de sua vida. Tem liberdade para sentir e experimentar por si mesma. Sua mente e seu corpo trabalham em uníssono. 2) Espontaneidade: A pessoa espontânea está apta a fazer opções. Tem suficiente autonomia para escolher seu comportamento a partir de qualquer um dos seus estados de ego. Seleciona apenas o que é construtivo em sua programação passada e se desfaz do que é destrutivo. Ela pode crescer e mudar dentro de qualquer situação, e… Intimidade significa. Que a pessoa autônoma pode ser aberta e autêntica consigo e com os outros. Não teme sua transparência. Tem capacidade para viver momentos de sinceridade, carinho e afeto com os outros, ou seja, e capaz de conviver numa posição existencial OK/OK que permite relacionamentos construtivos e gratificantes baseados no respeito mútuo. O que tudo isto tem a ver com a Andragogia?

A Andragogia é definida por Lindeman : “A educação de adultos representa um processo através do qual o adulto se torna consciente de sua experiência e a avalia. Para fazer isso ele não pode começar a estudar “disciplinas” na esperança de que algum dia essas informações sejam úteis. Pelo contrário, ele começa dando atenção a situações onde ele se encontra, a problemas que trazem obstáculos para sua auto-realização. São usados fatos e informações das diversas esferas do conhecimento, não para fins de acumulação, mas por necessidade de solucionar problemas.” Essas idéias evoluíram e formaram um “Modelo integrado de aprendizagem de adultos”.

Dentro desta definição foram destacados as seguintes suposições básicas de Lindeman em 1926:
Os adultos são motivados a aprender conforme vivenciam necessidades e interesses que a aprendizagem satisfaz; A orientação dos adultos para a aprendizagem é centrada na vida; A experiência é a fonte mais rica para a aprendizagem dos adultos; Os adultos tem profunda necessidade de se auto dirigir; As diferenças individuais entre as pessoas aumentam com a idade.
Com isto em mente ao formular seus programas de T&D os docentes tem como recursos os seis princípios da Andragogia e procurar responder algumas perguntas que estão implícitos nestes princípios a saber:

1) Necessidade de saber. Precisamos responder a pergunta : Porque preciso aprender o que você está querendo me ensinar?
2) O autoconceito do aprendiz, a pergunta que está na mente e no coração do aprendiz é: Como posso ser independente e aluno? “Os adultos possuem em autoconceito de ser responsáveis pelas próprias decisões, pelas próprias vidas. Dessa forma, desenvolvem uma profunda necessidade psicológica de serem vistos e tratados pelos outros como capazes de se autodirigir. Eles se ressentem e resistem a situações nas quais percebem que os que os outros estão impondo suas vontades sobre eles. Isso traz um sério problema para a educação de adultos, pois o adulto, quando participa de alguma atividade educacional ou treinamento, regride ao condicionamento de suas experiências escolares anteriores, coloca o chapéu de dependente, cruza os braços, enconsta-se na cadeira e diz “me ensine”. Essa suposição da necessidade de dependência, aliada ao tratamento dos adultos como crianças pelo facilitador, cria um conflito dentro do adulto entre sua crença de que o aprendiz é um ser dependente e sua necessidade psicológica de se autodirigir.” (lab.ssj pocketlearning
3) Se o facilitador tem os conhecimentos da teoria da Análise Transacional tem um excelente recurso para entender como sua postura contribui para este comportamento do aprendiz e o que fazer para evitá-lo.

Os demais princípios são:
(3) O papel da experiência; (4) Prontidão para aprender; (5) Orientação para a aprendizagem; (6) Motivação.

No painel foram apresentadas algumas conclusões indicadas pela prática

– O modelo andragógico é um sistema de elementos que pode ser adotado ou adaptado por completo ou em parte. Não se trata de uma ideologia que deve ser aplicada totalmente e sem modificação. Na verdade, uma característica essencial da andragogia é sua flexibilidade.
– O ponto de partida apropriado e as estratégias para a aplicação do modelo andragógico dependem da situação.
– O modelo andragógico não se encaixam a todas as situações ou pessoas e não exclusivo para adultos.
– As diferenças individuais e situacionais modificam os objetivos e propósitos para a aprendizagem.

Estratégias de T&D com maior probabilidade de sucesso: – Metodologias participativas:
– Modelo Andragógico
– Educação de Laboratório
– Compreensão da dinâmica grupal que se instala durante o processo de ensino aprendizagem.
– Conhecer e aplicar os conceitos da AT . O professor tem opções para criar um ambiente que permite o adulto a participar ativamente do seu processo de desenvolvimento mediante a compreensão e escolha consciente de mudança de fatores pessoais, emocionais e de conduta numa relação OK/OK.
As questões apresentadas no painel bem como a forma de atuar na prática andragógica em sala de aula podem ser desenvolvidas mediante programas de Capacitação do docente desenvolvidos pela SK Aprendizagem..