AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DO ADULTO

janeiro 26, 2017 by blog No Comments

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Pesquisas demonstram que as notas atribuídas pelos próprios participantes para a aprendizagem não estão relacionadas à aprendizagem real. (Alliger e Janak, 2989; Alliger et al., 1997; Dixon, 1991). Apesar de as autoavaliações serem geralmente confiáveis (consistentes), elas não têm credibilidade por sua precisão (válidas). Além disso, os participantes avaliadores podem ficar cheios de si por técnicas de influência feitas pelo instrutor.  (Swanson e Fntress, 1976)”. (KNOWLES, 2009, p.193).

Este é um argumento bastante convincente para refletirmos sobre cada processo de avaliação e “incluir provisões”, mediante exercícios práticos para ajudar os aprendizes a reexaminar seus modelos de competências desejadas e reavaliar as discrepâncias entre o modelo e seus níveis recém-desenvolvidos de competências.

Uma provisão que tenho utilizado em  minha prática, nos programas de capacitação docente é utilizar pré testes antes de iniciar o programa. No final aplico o pós teste onde o participantes pode aquilatar quanto conhecimento adquiriu e como avançou no seu objetivo de aprendizagem.

Quando trato de temas técnicos e teóricos que são imprescindíveis para o fazer docente ao facilitar a aprendizagem do adulto, utilizo alguns questionários como roteiro de estudo. O participante tem a liberdade de consultar a literatura indicada, pesquisar em outras fontes. O objetivo é que o participantes tenha uma linha lógica de estudo que o ajude a reter informações que precisará para alavancar sua performance e se auto avaliar.

Também utilizo role play. Com o objetivo de  ajudar os professores  a se desenvolverem na sua habilidade de  regência de sala. Crio oportunidade para que os professores escolham cenas vividas no seu dia a dia. Os professores apresentam uma cena e vivencia a situação se experimentando no manejo daquela situação. Estas seções são filmadas com a permissão dos participantes. Ele assistem sua filmagem, depois relata como se sentiu, o que se percebeu pensando enquanto acontecia aquela situação imaginada, depois o professor reflete sobre  o que faria diferente, e como faria. Depois da seção recebe feedback útil se for preciso para aprimorar ainda mais sua prática. O que aprendeu, o que precisa aprimorar e o que fará para  se aprimorar.

Considero que desta forma tenho como contribuir para a avaliação tanto do programa, como do conhecimento adquirido, além de ouvir os sentiumentois e percepções do participantes ao final do curso. Considero que a avaliação realizada desta forma está intimamente atrelada ao processo de aprendizagem e se transforma em um momento vivencial rico e prazeiroso de aprendizagem.

A partir de experiência vivenciada no programa de capacitação o professor tem recursos técnicos e emocionais para desenvolver formas próprias de avaliação quando estiver diante de suas turmas no seu dia a dia.

 Carmem SantAnna